O fenômeno mundial Chaves ainda é considerado por muitos uma incógnita quando falamos na proporção de seu sucesso. Um programa sem grandes investimentos, com um cenário precário e produção fraca, tomou conta do mundo e, principalmente, daqui do Brasil, onde há tanto tempo é reprisado anotando os melhores números de IBOPE para a emissora do inteligentíssimo Silvio Santos.

O fato é que explicar esse sucesso seria praticamente impossível. Mas, como aprender com o Chaves pensando no mesmo como uma marca? Veja alguns pontos relevantes abaixo:

Identidade

Você já assistiu algum episódio em que o Sr. Madruga usa uma camisa amarela ao invés do seu preto básico? Não sentiu como se o programa não tivesse em sua fase mais engraçada, em seu melhor momento ou algo parecido?

As roupas dos personagens criaram uma identidade tão forte que nossa percepção muda ao vê-los usando trajes com cores diferentes. Além disso, todo o cenário  (talvez pelo investimento baixo) cria uma harmonia com a história e outros elementos (como expressões e jargões) que as constroem.

Quando sua marca cria um diálogo em sua comunicação, ela transmite sua identidade de forma consistente para o público. Por isso, não só alinhe o design gráfico com elementos, cores e formas, mas também a comunicação interna e externa,  sua linguagem verbal e escrita, atendimento, serviços e processos.

Trilha Sonora

Semana passada escrevi como o som pode fortalecer a relação de sua marca com o público, aumentando a percepção sensorial com a ela. As trilhas do Chaves são prova disso. Feche os olhos e clique no link abaixo:

Você consegue imaginar os personagens? E as falas de cada um deles?

Além disso, a trilha deve te trazer (para quem assiste Chaves) uma explosão sensorial que pode te fazer lembrar de sua infância ou te fazer dar risada apenas ao ouvi-la, por exemplo. E sua marca? Pode gerar um ritual, um sentimento, apenas com um som?

Ouça o seguinte:

Para os apaixonados por Chaves, a música pode causar um momento de tristeza, se podemos dizer assim. Rapidamente, o sentido da audição lhe trouxe um sentimento que chega a te deixar para baixo, aguçado pelo som dos momentos tristes do personagem.

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Humanização da marca

Veja bem, obviamente, devemos levar em conta de que o seriado JÁ É UMA HISTÓRIA. Mas vamos pensar no que ela envolve: apesar de ser humorístico, tudo girava em torno de um menino de rua que mal tinha o que comer, não tinha uma família e, mesmo assim, conseguia ser feliz com seus amigos. Os capítulos giram em torno disso, e  independente do enredo, temos esse sentimento mesmo que de forma subconsciente.

Independente do seu segmento ou do tipo de seu produto, humanize a sua marca! Conte a história de forma diferente. Se você vende mochilas, por exemplo, esqueça os benefícios do produto e insira essa mochila em um contexto humano, em como essa mochila por fazer parte da vida das pessoas.

Simplicidade

Por último e talvez o mais importante: a simplicidade.

O programa não teve grandes investimentos, como falamos, mas tem uma linguagem e uma história simples, facilmente comparada à vida de muitos brasileiros.

Quando pensamos em ações e campanhas ou buscamos inovar em produtos e processos, precisamos pensar em como podemos ser úteis na vida das pessoas. As ideias e planos simples, são os que fazem sentido a elas.

Sem querer querendo ou não, essas são algumas de tantas lições que o Chaves nos ensinou nestes mais 40 anos de programa. Será que ele sobrevive por mais 40 (ou mais)?

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Acredita que somente pessoas são fator de mudança. Fundador e Gestor do Ideia de Marketing, é consultor em marketing e branding.