No meu primeiro post aqui no Ideia falei sobre a linguagem a ser adotada nas contas corporativas das redes sociais, destacando que a influência está muito mais ligada ao conteúdo do que com o número de seguidores ou fãs. Lembrei ainda que as empresas estão mergulhando de cabeça neste segmento, inclusive criando departamentos específicos, o que é excelente.

Quer mais relevância de conteúdo do que jornais, revistas e portais? E sim, já existe rotina social media por lá, e direto da redação, in loco.

Lá fora isto já acontece há um certo tempo, mas a “invasão” brazuca está tendo seu ápice neste momento, chegando à maioria das bancadas editoriais e portais de notícias. Hoje, podemos dizer que o mundo editorial brasileiro é interativo e entusiasta.

ideiademarketing

Diretamente da redação o conteúdo é regido e vai pras mídias sociais, sem intermédio de “terceiros”. Lá, textos, imagens e vídeos ganham uma manchete adequada à rede, uma arte ou foto de destaque e pronto, já está na sua timeline.

Mais do que transcrever parte deste conteúdo impresso em tinta ou em pixels, as ilhas de redação estão desenvolvendo a interação com os usuários, antes acostumados em manter somente suas posições como leitores.

Mais do que simples fãs e seguidores, a intenção é gerar a participação do leitor e conquista-lo pela linguagem que o trouxe até às mídias sociais.

No caso dos portais, a grande maioria optou por manter uma conta (Facebook e Twitter) que represente a home, ou o portal como um todo. E algumas mantêm contas paralelas e segmentadas para as páginas editoriais específicas, como Esporte, Cinema, Entretenimento, etc. Este último acredito ser o mais indicado, principalmente por delimitar o público ao máximo e, ao mesmo tempo, atribuir a interação da mesma forma.

A grande e primordial diferença do conteúdo gerado nas mídias sociais entre o corporativo e os portais/impressos é o objetivo disto tudo. Enquanto empresas querem vender ou gerar buzz, o que importa aos noticiários é o page view, ou seja, o número de visualizações. Por isso, em quase toda publicação há um link (já customizado e encurtado) para o conteúdo no site do mesmo.

Em relação aos vídeos, alguns portais estão apostando no Youtube para a prática de compartilhamento e embed, auxiliando e muito na identificação e praticidade do usuário. Diferentemente do que acontece dentro de seus conteúdos, além de possuírem canais e tecnologia personalizadas, têm seus próprios espaços publicitários, dentre outras funções.

Outra “arma” é o maior alcance na divulgação de novos conteúdos que antes não seriam possíveis na forma estática do impresso, como infográficos interativos, que hoje além de informar com números e estatísticas, tocam musiquinha, passam vídeos, geram pontuação, e por fim te faz compartilhar no Facebook e Twitter. Tudo “simples” e calculado pra isso.

Os resultados parecem bem satisfatórios até aqui. Veja o número de fãs e seguidores dos principais veículos nacionais – não levando em conta os produtos segmentados, regionais e contas paralelas das mesmas (números de 8/dez/2011):

Portais:

  • G1 – (9,148 fãs / 1,045,742 seguidores);
  • UOL – (91,596 fãs / 60,359 seguidores);
  • Terra – (482,293 fãs / 79,556 seguidores);
  • IG – (11,824 fãs / 30,140 seguidores);
  • R7 – (186,673 fãs / 1,250,144 seguidores);

Jornais:

  • Folha – (677,184 fãs / 238,423 seguidores);
  • Estadão – (124,397 fãs / 285,419 seguidores);
  • O Globo – (186,596 fãs / 400,094 seguidores);

Revistas:

  • Veja – (396,180 fãs / 1,285,901 seguidores);
  • Época – (52,869 fãs / 169,645 seguidores);

 

Acredito que ainda há espaço pra muita coisa, principalmente formatos e interações a se explorar. Aos poucos os departamentos vão crescendo, os profissionais se adequando e se especializando, juntamente com as oportunidades geradas pelas novas tecnologias, e assim os veículos brasileiros se consolidarão nas mídias sociais.

Afinal de contas, a nação que tem no seu principal âncora de um telejornal um dos maiores perfis entusiastas da rede, não poderia ficar atrás dos mashables da vida.

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