Nesse cenário, o que seria das empresas se não contassem com um profissional que estivesse atento para todas as demandas sociais?
“Buscando um lugar ao sol, os profissionais de Relações Públicas começam a perceber que a área está de fato iluminada quando as organizações reconhecem a sua atuação enquanto gestores de comunicação e reputação.
Às luzes da Revolução Industrial, as empresas sentiram a necessidade de escutar e conversar com os diferentes públicos, que seriam indispensáveis para o sucesso de suas vendas e produtividade, o que chamamos de Comunicação Dirigida. O profissional de Relações Públicas estava preparado para identificar as necessidades desse mercado consumidor mesmo que elas ainda fossem muito relacionadas a produtos e lucratividade.
O tempo passa, as organizações deixam de ser únicas em seus setores de mercado e as leis que regem a atuação comercial ficam mais elaboradas. Além disso, o consumidor abandona a passividade e assume um papel colaborativo para a sobrevivência das organizações, ao mesmo tempo em que diversos públicos, antes sem grande importância, assumem múltiplas visões críticas e ativas que também acompanham a atuação das empresas. Com isso, o profissional de Relações Públicas orienta-se para a análise minuciosa de cenários podendo então contribuir estrategicamente para a atuação da organização, interna e externamente.
O momento em que vivemos parece já extrapolar o que conhecemos em termos de globalização. O que nota-se agora é uma abertura ao “Progresso Compartilhado” enquanto os meios digitais permitem que as pessoas se conheçam, interajam, apreendam, ensinem, criem, reclamem e contribuam para o desenvolvimento de organizações e para a adaptação de valores que inevitavelmente ganham novos “pesos e medidas”.
Nesse cenário, o que seria das empresas se não contassem com um profissional que estivesse atento para todas as demandas sociais? Que fosse capaz de interpretar discursos de diversos públicos, interpretando-os para provar a importância da sociedade para o trabalho da organização?
A corrida pelo lugar ao sol é agora protagonizada pelas empresas que passam a entender que as Relações Públicas garantem não só a eficiência da comunicação interna e externa, como também, alinham discursos e ações, contribuindo estrategicamente para a sobrevivência da organização em um mercado competitivo e vigiado por consumidores exigentes.”
Por Giovana Cury, estudante de Relações Públicas na ECA-USP e estagiária na Estação Ciência – USP. Escreveu este texto ao Ideia como uma pequena homenagem à profissão que comemora hoje (02/12) o Dia Nacional das Relações Públicas.







5 comments
sandra says:
Dez 2, 2011
Giovana,
Gostei muito do seu texto!
Sandra
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Pedro Prochno says:
Dez 5, 2011
Giovana,
Muito legal ver uma estudante (e sem desmerecer ninguém, por favor) com uma visão já tão ampla da profissão/função.
Parabéns e que tenha muito sucesso.
Abraços
Pedro Prochno
@prochno
http://www.blogrelacoes.com.br
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Giovana Cury says:
Dez 5, 2011
Sandra e Pedro,
Agradeço os elogios.
Pedro, espero sempre poder aprender com as oportunidades.
Esse texto, inclusive, foi uma ótima oportunidade para eu organizar algumas das coisas que venho “absorvendo” em cursos, encontros e palestras.
Abs,
Giovana Cury
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Paula Rocha says:
Dez 5, 2011
Muito bom, Gi! Adorei! Esse post aí é só o começo do sucesso…
Beijão!
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Giovana Cury says:
Dez 5, 2011
Obrigada Paulinha querida. Sentirei sua falta todos os dias no estagio! Obrigada por tudo. Beijos
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