Com a recente chegada do Google Plus – rede social do Mr. Google – muito se especulou e se esperou sobre uma possível “briga” acirrada pela concorrência com o líder Facebook. Cinco meses se passaram desde seu lançamento, e o Google+ vem broxando as expectativas a cada dia que passa.

Não é a toa que muitos apostavam no sucesso do Plus. O Google prova em sua história que sabe desenvolver soluções eficientes, disto ninguém duvida.O próprio Orkut é a “prova viva” deste sucesso. Foi o líder durante anos e ainda atrai seguidores fiéis, muito pela ainda eficiente plataforma de fóruns (comunidades) – mesmo o Facebook já contando com a aba “Grupos”, visando esta demanda.

Porém, ainda assim o Google coleciona alguns tropeços, como o Google Wave e o Google Buzz. As duas ferramentas também “prometiam o mundo” para o usuário e nem assim atingiram o mínimo de sucesso esperado. O Google+ tende a ser mais um tropeço. A rede social não emplaca, não embala, e tampouco empolga. Se você teve a oportunidade de desbravá-lo, perceberá uma rede monótona, dando a impressão de um quarto vazio e você escrevendo nas paredes brancas. Sem contar a imensa quantidade de spam profiles que lhe adicionam constantemente. Talvez falte o tal plus.

Eles tentaram, com o botão +1, criado para ser o concorrente contra o “curtir” do Facebook e o “tweet button” do Twitter. Com ele, o Google já mostrava seus grandes anseios e que precisaria de uma plataforma à altura para que fizesse ainda mais sentido. Mesmo acreditando que a “grande sacada” do +1 foi a possibilidade de “curtir” nas buscas, aumentando assim a relevância de sites na mesma. Veja um exemplo:

Até que, há algumas semanas, o gigante das buscas decide lançar o modelo de páginas para o mercado corporativo, seriam as fã-pages do Google+. E, há pouco, um estudo sobre o impacto disto foi publicado.

O estudo analisou as 100 maiores marcas do mercado mundial e descobriu que 61% delas já possuem um endereço no Google+. No entanto, o estudo completa que essas marcas estão longe de alcançar uma audiência significativa.

O número total de todos os fãs dessas marcas no Google+ foi de 147 mil, enquanto no Facebook esse número chega a quase 300 milhões de usuários:

Claro que o tempo para penetração dos usuários é diferente (o Facebook demorou cerca de 6 anos, desde sua criação, para atingir 800 milhões de usuários ativos). Mesmo assim, a rede social de Mark Zuckerberg já mostrava resultados bem mais satisfatórios no mesmo período que o Google+ teve.

O estudo ainda diz que “somente 12% das 100 maiores marcas, que têm uma página corporativa no Google+, linkaram a mesma à seus sites. Já 53% destas mesmas marcas linkam suas homepages às respectivas fã-pages do Facebook.” Então assim como a versão profile, o Google+ business não decola, como era previsto.

Afinal de contas, vale a pena iniciar um perfil corporativo no Google Plus? Diria que sim e não. Sim, se uma empresa que planejou bem sua imersão nas mídias sociais e quer, de fato, entender todas suas funções e ferramentas, ela deve estar na maioria delas. Ainda mais se tratando de um produto Google, não se pode simplesmente ignorá-lo. E não, tendo em vista que a função corporativa das mídias sociais é estar onde o usuário esta e falar sua língua o máximo possível, o Google+ ainda não se encaixa neste perfil.

De forma geral, o que o Google está fazendo hoje é nada mais do que rebater seus concorrentes lançando produtos com funções já existentes. Nada muito além disto. O Facebook permanece líder e, pelo andar da carruagem, permanecerá por muito tempo (e com folga). A rede social que ainda concorre com ele é sim do grandioso Google, no caso o Orkut e não o Plus.

Notou que diversas vezes ao mencionar produtos Google acabo me referindo à termos Facebookiados, como “curtir” e “fã-page”? Claro que é natural a comparação, e citá-los acaba nos ajudando na própria compreensão de funcionalidades e proporções, porém convenhamos que o senhor Google já foi mais inovador e muito além de qualquer sinônimo do concorrente.

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