Um dos temas que chamou bastante atenção nos últimos dias e que será tema da minha abordagem é a tentativa do Governo Norte Americano em controlar as publicidades de alimentos direcionadas ao público infantil.

A princípio, a ideia dessa limitação é de apenas veicular publicidades de alimentos saudáveis ao público infanto juvenil, já que outra ideia é a de estender o conceito de criança, neste caso, para adolescentes de até 17 anos.

Isso tudo em virtude do crescimento assustador da obesidade nos EUA e no mundo. Ao pesquisar sobre o assunto, fiquei horrorizada com alguns números: 10% da população mundial é obesa; 34% dos norte americanos são obesos; 17% das crianças norte americanas são obesas; os EUA tem um gasto de 147 BILHÕES de dólares com despesas médicas para tratar obesos; 15% dos brasileiros são obesos e por ai vai.

Nessa onda, o pobre alvo foi o Ronald McDonald. Pelo menos voltou a sentir o gostinho da fama essa semana, já que estava entre os TT do Twitter. Médicos norte americanos estão fazendo uma campanha “a morte de Ronald”, para pressionar a Rede McDonald’s a parar de divulgar seus alimentos para crianças.

Essa questão de publicidade direcionada para público infantil também é polêmica aqui no Brasil, não só a publicidade de alimentos, mas de qualquer outro produto destinado a esse “pequeno” mercado. Uma publicidade com esse alvo pode ser facilmente considerada abusiva, pois podem estimular o consumismo excessivo em crianças e por utilizarem a inexperiência e falta de discernimento delas com o objetivo de incrementar suas vendas.

O Ministério Público e o Conar são bem atuantes contra esse tipo de publicidade. Já barraram anúncios de refrigerantes, cereais matinais, lojas de departamento (fazendo promoção de dia das crianças) e em especial as veiculadas em canais exclusivos de programação infantil. O Conar possui uma seção exclusiva para tratar da publicidade para crianças e jovens, especificando que estas devem, entre outras coisas, preservar os valores sociais, não promover discriminação e respeitar sua ingenuidade.

Vamos fazer um exercício para ver o poder dessas publicidades: Quem é mais velhinho como eu, deve lembrar da publicidade das tesouras do Mickey e da Minnie, em que as crianças clamavam “eu tenho, você não tem!”. Chorei rios até a minha mãe comprar uma para mim! E assim fiz muitos amiguinhos chorarem, me exibindo: “Eu tenho, você não tem!”


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